Gripe Felipão
O treinador da Seleção Luiz Felipe Scolari, é de Passo Fundo no Rio Grande do Sul, outro grande núcleo de descendentes de imigrantes italianos, mas as raízes de sua família, conforme pesquisa feita pelo Cuore Trivêneto, são Lombardo-Vênetas, entre as Províncias de Brescia e Verona.
O nome de Scolari, chamado de "Felipão", é tão forte que hoje, quem estiver resfriado nesta época de frio e chuva no Brasil, se chama "Gripe Felipão".
Scolari começou a aparecer como treinador quando venceu a Copa do Brasil guiando o Criciúma, em 1991.
Depois, no Grêmio, atingiu seu melhor momento ao vencer quase tudo que podia - três Campeonatos Gaúchos, Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores (1995).
Venceria novamente a Copa do Brasil e a Libertadores (1999), desta vez à frente do Palmeiras. Sua maior frustração foi ter perdido a Copa Intercontinental, em Tóquio, duas vezes: uma para o Ajax (com o Grêmio, em 1995) e outra para o Manchester United (com o Palmeiras, em 1999).
No ano de 1998, Scolari iniciou outro ciclo vencedor, desta vez no Palmeiras.
Na metade de 2000, transferiu-se para o Cruzeiro, onde não teve tempo para continuar a coleção de títulos.
Scolari chegou à Seleção Brasileira em junho de 2001, com amplo apoio popular e com a missão de resgatar o prestígio do futebol brasileiro e garantir o País em mais uma Copa do Mundo.
Em todos os times que trabalhou, o treinador sempre possuiu uma idéia bem clara de jogo.
Aposta na marcação forte no meio-campo e nos contragolpes rápidos, usando atacantes velozes pelas laterais do campo. Na seleção, ao contrário do que fez nos clubes, vem jogando com três zagueiros, para fechar os espaços deixados pelos laterais, que apoiam muito.
Monta seus times criando um forte espírito de grupo e conta a seu favor com um estilo que costuma cativar os jogadores.

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