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Rubrica a cura di
Donatella Dal Ferro


Eventi culturali

Renato Borghetti

O músico de origem italiana (Mantova) em tournée na Europa

Pergunte hoje a qualquer grande músico brasileiro quem ele conhece do Rio Grande do Sul? Quem tem um trabalho que o cara considere de inatacável qualidade?
Quantos artistas gaúchos estão indo para o vigésimo disco e venderam centenas de milhares de cópias?
As chances da resposta ser Renato Borghetti são muito grandes.

O músico de origem italiana (o bisavô nasceu na Provincia de Mantova no Norte da Itália) toca desde os 10 anos de idade, quando ganhou sua primeira gaitinha do pai, Rodi Pedro Borghetti, na época patrão do CTG 35. Cinco anos depois, o rapazote de 15 anos já era atração turística do CTG. Com 16 anos, subia profissionalmente a um palco pela primeira vez.
O primeiro disco foi gravado de favor, em madrugadas ociosas de um estúdio local. Quando saiu, em 1984, ninguém imaginaria que ia vender mais que mil cópias. Vendeu mais de 100 mil. Transformando Borghetti não só num fenômeno como também no primeiro disco de ouro conseguido pela música instrumental brasileira. Relançado em CD, caminha pra outro recorde: 250 mil cópias e disco de platina.

O que havia ali era uma música ainda muito tradicional - principalmente se comparada a seus lançamentos posteriores - e com uma formação também bastante careta. O diferencial estava, realmente, na paixão e no fogo que faiscava na gaita do ainda quase garoto. Foi o que viu o produtor Ayrton dos Anjos, que convenceu a RBS a lançar o trabalho pelo seu iniciante selo RBS Discos.

Alternando trabalhos mais simples e gauchescos com momentos de maior sofisticação e acenos para o jazz e a música erudita, Borghetti tem sabido se cercar dos melhores músicos do Estado, mas sem nunca perder a rédea do que quer, e buscando sempre isso com a maior clareza. Já na década de 80, depois de perder a conta dos prêmios ganhos em festivais, deu canjas com gente como Leon Russel e Edgar Winter, arrebentou no Free Jazz Festival e fez shows em cidades que vão de Munique e Stuttgart a Maceió.
Entra a década de 90 toca no S.O.B.'s de Nova York e estabelece uma frutífera parceria com a Orquestra de Câmara do Teatro São Pedro, que logo geraria novos trabalhos nessa fronteira erudito-folclórica com a OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre), a Orquestra Unisinos e orquestras de todo o Brasil.
Entre 95 e 96, já respeitadíssimo, toca por todo o país como representante sulista no projeto Brasil Musical, de igual para igual com gente como Paulo Moura, Hermeto Pascoal, Wagner Tiso e Egberto Gismonti.

Renato Borghetti será novamente na Itália nos dias 10 e 11 de julho (Modena) e no dia 12 (Val Tidone)com um sesteto formado por Daniel Sá, Hilton Vaccari, Pedro Figueiredo, Ricardo Baumgarten e Marquinhos Fe.
http://www.renatoborghetti.com.br



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